Jogos Olímpicos
Dois esportes são emblemáticos nos Jogos Olímpicos: a natação e o atletismo. Tanto que o primeiro abre e o segundo encerra a competição. Desde a primeira edição das Olimpíadas, em 1896, que a natação está no programa e atletas superam limites nas raias deste evento que congrega o mundo.
A natação brasileira sempre lutou com muita garra para abrir espaço na disputa mais dura do planeta. O esporte estava entre os que o Brasil mandou atletas em sua estréia nos Jogos, em 1920. Aliás, outros dois representantes dos desportos aquáticos também estavam no grupo restrito de cinco modalidades que tiveram brasileiros na cidade belga de Antuérpia: saltos ornamentais e pólo aquático.
Era de Prata - O tempo percorrido entre a estréia em Olimpíadas e a primeira medalha da natação brasileira foi o mesmo para o país subir um degrau no pódio. Exatos 32 anos após o bronze de Okamoto, Ricardo Prado surge para inaugurar a era de prata.
Ele partiu para os Estados Unidos, em 1984, com o status de quem foi campeão e recordista mundial dois anos antes. Nos Jogos de Los Angeles, ele foi vice-campeão olímpico nos 400m medley. A marca, 4m18s45, entraria para a história por sua longevidade na América do Sul.
Os anos 90 inauguram o "reinado" de Gustavo Borges. Ele se consagrou ao ser o primeiro brasileiro a colecionar quatro medalhas olímpicas. Sua história na Olimpíada começa em 1992, quando aos 18 anos surpreendeu o mundo ao ganhar a prata nos 100m livre dos Jogos de Barcelona (49s43).
Era de Prata - O tempo percorrido entre a estréia em Olimpíadas e a primeira medalha da natação brasileira foi o mesmo para o país subir um degrau no pódio. Exatos 32 anos após o bronze de Okamoto, Ricardo Prado surge para inaugurar a era de prata.
Ele partiu para os Estados Unidos, em 1984, com o status de quem foi campeão e recordista mundial dois anos antes. Nos Jogos de Los Angeles, ele foi vice-campeão olímpico nos 400m medley. A marca, 4m18s45, entraria para a história por sua longevidade na América do Sul.
Os anos 90 inauguram o "reinado" de Gustavo Borges. Ele se consagrou ao ser o primeiro brasileiro a colecionar quatro medalhas olímpicas. Sua história na Olimpíada começa em 1992, quando aos 18 anos surpreendeu o mundo ao ganhar a prata nos 100m livre dos Jogos de Barcelona (49s43).
Quatro anos e muitos feitos depois, Gustavo voltaria a brilhar em Atlanta, em 1996, quando faturou a prata nos 200m livre (1m48s08) e o bronze nos 100m do mesmo estilo (49s02). Atlanta marcou também o sucesso de outro ídolo das piscinas nacionais, Fernando Scherer, que ganhou o bronze nos 50m livre (22s29). Nunca a natação brasileira saíra de uma Olimpíada com mais de uma medalha na bagagem.
Os últimos Jogos Olímpicos do século 20 colocaram outra vez um revezamento no pódio. Gustavo e Scherer ganharam a companhia de Carlos Jayme e Edvaldo Valério e, em uma emocionante prova de 4x100m livre, os quatro ganharam o bronze (3m17s40).
Sem medalhas, mas na história - As mulheres, embora poucas, também têm seu lugar no coração da história olímpica da natação brasileira. A nadadora Maria Emma H. Lenk Zigler ousou ser a primeira e única mulher sul-americana a disputar uma olimpíada. Ela esteve na delegação brasileira que navegou por três meses, em 1932, para os Jogos de Los Angeles.
Em 1936 ela voltaria as Olimpíadas, desta vez ao lado de Piedade Coutinho, Scylla Venâncio e Sieglind Lenk. Piedade quase chegou lá. Ela terminou os 100m livre em quinto lugar. A nadadora voltaria às Olimpíadas em 1948 e mais uma vez foi bem colocada ao terminar os 400m livre e o 4x100m livre em sexto lugar. A equipe de revezamento tinha também Eleonora Margarida, J. Schmidt, Maria Angélica Leão Costa e Talita Rodrigues, esta última como reserva.
